SIBECOL: a entrevista da Wilder a Maria Amélia Martins-Loução

"Ajudar a travar o contrabando de meixão, mapear plantas exóticas invasoras e estudar morcegos para recuperar paisagens fragmentadas são exemplos de como os ecólogos em Portugal estão a ajudar a sociedade. Para reforçar o seu papel, mais de 50 cientistas portugueses e espanhóis fundaram a 2 de Julho a Sociedade Ibérica de Ecologia (SIBECOL). Maria Amélia Martins-Loução, presidente da Sociedade Portuguesa de Ecologia (SPECO), explicou à Wilder o por quê e o que se vai fazer.

 

WILDER: O que pode a sociedade em geral esperar da SIBECOL?

Maria Amélia Martins-Loução: a criação desta nova sociedade vai permitir impulsionar actividades conjuntas que possam melhorar a gestão da natureza sem fronteiras e mitigar o impacto negativo da exploração desregrada dos ecossistemas e recursos. Vai ainda desenvolver iniciativas de ligação directa com a administração local e regional para levar informação e apoio científicos na tomada de decisões ligadas ao Ambiente."

W: Por que sentiram os ecólogos portugueses e espanhóis a necessidade de criar uma sociedade?

Maria Amélia Martins-Loução: Já há muito sentíamos necessidade de juntar valências e aumentar a massa crítica dos ecólogos ibéricos, perante uma comunidade internacional cada vez mais competitiva. Acredito que a SIBECOL vai permitir uma maior projecção internacional das investigações e um maior peso na defesa dos valores ecológicos e da sustentabilidade ambiental e social a nível ibérico. Cada vez mais, e perante a alteração global que hoje assistimos, esta colaboração é fundamental para combater, de forma estruturada, os objectivos científicos e sociais consagrados na Agenda 2030. Importa lembrar que a Península Ibérica é um hotspot de biodiversidade, terrestre e marinha, com fortes e complexas interacções entre os meios terrestres, aquáticos continentais e marinhos. Estes são factores que tornam imprescindível o trabalho conjunto de ecólogos marinhos e terrestres, espanhóis e portugueses, para preservar os valores naturais, os serviços que a natureza nos presta, e a melhoria da sustentabilidade das acções humanas.

 

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