Prémio em Serviços dos Ecossistemas Marinhos 2018

Prémio resultante da cooperação entre a SPECO, o CIIMAR - Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental

O Prémio em “Serviços dos Ecossistemas Marinhos” pretende distinguir a melhor Dissertação de Mestrado sobre a temática dos serviços dos ecossistemas marinhos que tenha sido defendida em provas públicas entre 2016 e 2018. Poderão candidatar-se os autores de teses concluídas com sucesso em tópicos que se enquadrem no tema “Serviços de Ecossistemas Marinhos”, incluindo no âmbito da sua quantificação, descoberta de novos produtos ou serviços, rentabilização de outros já em exploração, ou que contribuam para sua proteção e/ou exploração sustentável (e.g. conservação da biodiversidade e habitats marinhos, estudo e proteção de funções ecológicas marinhas, avaliação da qualidade ambiental de ecossistemas marinhos, avaliação de efeitos da poluição e de alterações decorrentes das mudanças climáticas globais, entre outros).

Prémio em Ecologia de Sistemas Aquáticos 2018

Prémio resultante da cooperação entre a SPECO e o MARE - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente.

O concurso pretende premiar trabalhos de investigação de âmbito ecológico desenvolvidos em todo o tipo de sistemas aquáticos, naturais ou artificiais, incluídos, quer em meio dulciaquícola, quer em meio salobro ou marinho. Engloba, assim, águas subterrâneas, rios e ribeiros, lagos, albufeiras, canais, paúis, estuários, lagoas e rias, zonas marinhas costeiras e águas oceânicas abertas e profundas. Podem incidir sobre aspectos ecológicos a diferentes níveis da organização dos seres vivos, desde o ecossistema, à comunidade, espécie, população ou mesmo a níveis inferiores de organização dos seres vivos, e sua relação com as condicionantes ambientais.

Prémio em Ecossistemas de Montanha 2018

Prémio resultante da cooperação entre a SPECO, o CIMO - Centro de Investigação de Montanha e o Instituto Politécnico de Bragança.

O concurso pretende premiar trabalhos de investigação desenvolvidos no âmbito de ecossistemas de montanha, naturais, semi-naturais ou artificiais, em Portugal ou outra região do mundo. Incluem-se assim ecossistemas como florestas, lagos, rios, matos, pastagens, áreas agrícolas, plantações florestais, sistemas agro-florestais e sistemas urbanos de montanha. O conceito de montanha adotado neste concurso inclui todas as áreas apresentando gradientes ambientais muito acentuados e resultantes de variações relativamente abruptas da altitude ou da elevada complexidade geomorfológica do território (declives acentuados).

Prémios de Mestrado 2018

A SPECO lança, pela primeira vez, um prémio para recém mestres como forma de valorizar o trabalho desenvolvido pelos jovens ao longo do seu mestrado. Este prémio só é possível devido à capacidade com que algumas unidades de investigação encararam esta proposta da SPECO. A criação destas medidas de incentivo e valorização de trabalhos desenvolvidos por mestrandos em território nacional dentro das áreas de investigação das unidades pode potenciar maior colaboração e intercâmbio de jovens.

Prémio de Doutoramento em Ecologia? “A candidatura é simples e, além de não terem nada a perder, poderão ter muito a ganhar!”: a entrevista a Alice Nunes

A SPECO entrevistou Alice Nunes - vencedora do segundo prémio na primeira edição do Prémio de Doutoramento em Ecologia - para saber o que há a dizer aos jovens ecólogos portugueses que estão a pensar candidatar-se em 2018. 

 

SPECOO que a levou a concorrer ao prémio?

AN: Tomei conhecimento do concurso e fui também incentivada pelos meus orientadores. Como reunia as condições de eligibilidade e o processo de candidatura era relativamente simples, decidi concorrer. O facto de ser um prémio atribuído pela Sociedade Portuguesa de Ecologia foi uma motivação extra, pelo prestígio que representa uma distinção na área de Ecologia a nível nacional.

Está a pensar candidatar-se ao Prémio de Doutoramento em Ecologia? “Não pensem duas vezes.”: a entrevista a Ricardo Rocha

 

 

A SPECO entrevistou Ricardo Rocha - vencedor do primeiro prémio na primeira edição do Prémio de Doutoramento em Ecologia - para saber o que há a dizer aos jovens ecólogos portugueses que estão a pensar candidatar-se em 2018. Na fotografia, Ricardo Rocha com morcego da espécie Phyllostumus hastatus (autoria de Oriol Massana).

 

SPECO: O que o levou a concorrer ao prémio?

RC: Foram muitas as razões que me levaram a concorrer ao prémio Amadeu Dias. As principais talvez tenham sido o desejo de ver o trabalho reconhecido e a possibilidade de poder partilhar esta distinção com os meus orientadores e colegas de projeto. Mas, além disto, achei que o prémio era importante por uma outra razão: foram muito poucos os cientistas portugueses negros com quem me cruzei enquanto estudava. Vi este prémio como uma oportunidade para mostrar que a ciência em Portugal pode ser mais diversa. Muito se fala na importância da diversidade de género, e no quão importante é ter cientistas do sexo feminino que sirvam de inspiração a jovens investigadoras. A meu ver, o mesmo se aplica às comunidades afro-europeias, onde eu me insiro, e aos outros grupos menos representados na nossa sociedade. O prémio pareceu-me uma excelente oportunidade de servir de inspiração a outros que se autoidentificam como pertencentes a grupos étnicos e raciais pouco representadas na comunidade científica portuguesa.

 

SPECO: Qual foi o impacto que o prémio teve para a sua carreira científica?

RC: O prémio foi atribuído há apenas um ano, pelo que imagino que eventuais consequências do mesmo sejam sentidas mais a jusante. No entanto, no imediato usei o dinheiro do prémio para participar no congresso anual da Association for Tropical Biology and Conservation, que irá decorrer em Julho na ilha do Bornéu. Aí irei apresentar o meu trabalho de doutoramento e, juntamente com o meu colega Adrià Lopez-Baucells, irei organizar um simpósio sobre ecologia e conservação de morcegos tropicais.

 

SPECO: O que recomendaria a todos os que possam estar na dúvida de concorrerem?

RC: Que não pensem duas vezes. Estes prémios são super importantes para a carreira de jovens investigadores. Agora estou a trabalhar no Reino Unido onde existem vários prémios para estudantes de doutoramento. Infelizmente em Portugal as oportunidades são mais escassas, o que nos deixa numa posição de desvantagem quando estamos a competir por posições e bolsas no contexto internacional. Tanto pelo prémio monetário como pelo prestígio, o prémio Amadeu Dias é uma enorme mais valia para o CV de qualquer jovem cientista e, como tal, aconselho que todos aqueles que se considerem elegíveis se candidatem. Com isso valorizam não só o seu trabalho, mas também a ciência feita em Portugal.