Prémio Doutoramento em Ecologia - Fundação Amadeu Dias - 2018
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Iniciativas

Ecology Day: 14 de Setembro 2017

O Ecology Day foi lançado, em 2016, pela Federação Europeia de Ecologia para realçar a importância da Ecologia, como ciência em evolução, capaz de desafiar a sociedade e a cidadania. A data escolhida, 14 de Setembro, corresponde ao dia em que Ernst Haeckel definiu, pela primeira vez, Ecologia.

Em 2017, a SPECO (Sociedade Portuguesa de Ecologia) lançou o desafio a todos os sócios para celebrar este dia com actividades várias que pudessem mostrar à sociedade o papel relevante que os investigadores da SPECO realizam em prol da Ecologia em Portugal. A proposta contou de imediato com o apoio da Comissão Nacional da UNESCO. Foram várias as iniciativas oferecidas de norte a sul do país, entre os dias 9 a 22 de Setembro, por diferentes centros de investigação: Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c), da Universidade de Lisboa, Centro de Ecologia Funcional (CFE), da Universidade de Coimbra, Centro de Estudos Ambientais e Marinhos (CESAM), da Universidade de Aveiro, Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), nos pólos da Universidade de Lisboa e da Universidade de Coimbra. Esta iniciativa envolveu cerca de 30 investigadores e mais de 200 participantes, incluindo público em geral, famílias, estudantes do ensino superior e cientistas.

O continuum Ecologia-Economia

O desenvolvimento com base nos serviços ecológicos ainda é uma prioridade menor para as políticas do imediato.

Nos dois últimos anos, Portugal perdeu 13% de área florestal, quase o dobro do que tinha perdido em 25 anos (7%). Ao arrepio do que se verifica nos países europeus da bacia do Mediterrâneo, onde a florestação tem vindo a aumentar entre 18 a 33%, Portugal assiste a uma percentagem semelhante, mas a diminuir. Este desastre ambiental, resultado da incompetência sucessiva de políticas falhadas, arrasta perdas económicas e ecológicas imensuráveis. De entre as hierarquias de prioridades políticas, as estratégias da reforma florestal e da conservação da natureza não possuem peso eleitoral ou valor intrínseco na consciência das sociedades para obrigar os políticos a valorizar um território cada vez mais votado ao abandono. É o eterno dilema da economia versus ecologia: os economistas dão poder, os ecologistas trazem reivindicações. Mas ao contrário destes, que se associaram a movimentos políticos, os ecólogos são cientistas que olham e vêm os problemas como um todo, de forma holística.

 

Leia o artigo completo: https://www.publico.pt/2017/09/22/ecosfera/opiniao/o-continuum-ecologiaeconomia-1786203

Ecology Day: Relatório de Actividades

Em 2016, ano em que se comemoraram os 150 anos da Ecologia como Ciência, a European Ecology Federation (EEF) estabeleceu, oficialmente, o 14 de Setembro para celebrar o Dia da Ecologia na Europa. O dia escolhido corresponde à data em que Ernst Haeckel definiu, pela primeira vez, Ecologia.

Em 2017, a SPECO lançou o desafio a todos os sócios para celebrar este dia com actividades várias que pudessem mostrar à sociedade o papel relevante que os investigadores da SPECO realizam em prol da Ecologia em Portugal. A proposta contou de imediato com o apoio da Comissão Nacional da UNESCO. Foram várias as iniciativas oferecidas de norte a sul do país, entre os dias 9 a 22 de Setembro, por diferentes centros de investigação: Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c), da Universidade de Lisboa, Centro de Ecologia Funcional (CFE), da Universidade de Coimbra, Centro de Estudos Ambientais e Marinhos (CESAM), da Universidade de Aveiro, Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), da Universidade de Trás- os-Montes e Alto Douro e Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), nos pólos da Universidade de Lisboa e da Universidade de Coimbra, envolvendo, directa ou indirectamente, cerca de 30 investigadores.

As actividades oferecidas envolveram o público em geral, famílias, estudantes do ensino superior e cientistas, dependendo das datas em que foram inseridas, num total de mais de 200 pessoas. A divulgação foi realizada através do Facebook e Twitter da SPECO, para além da efectuada pelas próprias unidades de investigação. 

pdfLeia o Relatório de Actividades na íntegra 

A propósito do Dia Nacional da Conservação da Biodiversidade

Assinala-se hoje o Dia Nacional da Conservação da Biodiversidade. Biodiversidade significa variabilidade de seres vivos e habitats e Portugal tem uma vasta rede de áreas protegidas, correspondente a 21% do seu território. Possui um elevado acervo de recursos biológicos com 15% de espécies endémicas, ou seja, exclusivas do nosso país. No entanto, pelo menos, 30% dos habitats naturais não se encontra em boas condições de conservação. Nalguns locais, tem havido um retrocesso com extinções de espécies, modificações de habitat, aumento de invasores e dos seus efeitos. Por outro lado, o desconhecimento das condições reais de conservação das espécies terrestres é muito elevado e limitadíssimo o conhecimento da biodiversidade marinha e seu estatuto de conservação. Numa altura em que o país está devastado pelas chamas, é quase irrisório chamar-se a atenção para este dia. Por isso, a discussão pública sobre a Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ENCNB 2025) lançada pelo Governo tem papel relevante para a política nacional do ambiente. Pena merecer pouco interesse por parte dos media (apenas o PÚBLICO lhe dedicou espaço no dia 9 de Junho) e da sociedade em geral.

 

Leia o artigo completo: https://www.publico.pt/2017/07/28/ecosfera/noticia/a-proposito-do-dia-nacional-da-conservacao-da-biodiversidade-1780498

Depressa e bem não há quem

Muito se tem falado sobre a catástrofe que abalou Portugal, não só entre portas mas a nível internacional. Aos governantes caberá apurar responsabilidades, aos cidadãos o luto e movimentos de solidariedade e aos media fornecer informações correctas e claras. Os cientistas já tinham alertado, escrito, informado, sobre as consequências da falta de estratégias, de ordenamento de território, de investimento público das zonas florestais. Apressa-se agora o Governo a decretar rapidamente leis que já há muito deviam ter sido redigidas e discutidas e que, apesar de todas as consultas públicas, pareceres e debates, têm inúmeras falhas porque têm muito pouca estratégia e preocupação futura. Bem diz o povo “depressa e bem não há quem”!

 

Leia o artigo completo: https://www.publico.pt/2017/06/28/sociedade/noticia/depressa-e-bem-nao-ha-quem-1776903