Iniciativas

Prémio de Doutoramento em Ecologia? “A candidatura é simples e, além de não terem nada a perder, poderão ter muito a ganhar!”: a entrevista a Alice Nunes

A SPECO entrevistou Alice Nunes - vencedora do segundo prémio na primeira edição do Prémio de Doutoramento em Ecologia - para saber o que há a dizer aos jovens ecólogos portugueses que estão a pensar candidatar-se em 2018. 

 

SPECOO que a levou a concorrer ao prémio?

AN: Tomei conhecimento do concurso e fui também incentivada pelos meus orientadores. Como reunia as condições de eligibilidade e o processo de candidatura era relativamente simples, decidi concorrer. O facto de ser um prémio atribuído pela Sociedade Portuguesa de Ecologia foi uma motivação extra, pelo prestígio que representa uma distinção na área de Ecologia a nível nacional.

Filipa Filipe, o Eco da SPECO que pretende ligar a Ecologia à Engenharia Florestal

Filipa Filipe, novo Eco da SPECO, é Presidente da APEF - Associação Portuguesa de Engenharia Florestal e aluna do mestrado em Engenharia, Gestão Florestal e dos Recursos Naturais, no Instituto Superior de Agronomia. A sua formação base e a associação a esta iniciativa demonstra a multidisciplinaridade da Ecologia e coloca-a com ciência agregadora de vários campos do saber.

"Espero levar a Ecologia mais longe ao trazê-la para perto das pessoas que me rodeiam", o que levou Rúben Oliveira a ser em Eco da SPECO

A SPECO falou com Rúben Oliveira, novo Eco da SPECO, para saber o que o motivou-se a candidatar-se a esta iniciativa.

Depois da sua formação em Biologia, enveredou pela área da comunicação de ciência e organização de eventos que visem a educação não-formal de públicos especializados e não especializados em ciência. Desempenha estas funções na SPECO, no cE3c - Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Climáticas e no festival Pint of Science Portugal.

Está a pensar candidatar-se ao Prémio de Doutoramento em Ecologia? “Não pensem duas vezes.”: a entrevista a Ricardo Rocha

 

 

A SPECO entrevistou Ricardo Rocha - vencedor do primeiro prémio na primeira edição do Prémio de Doutoramento em Ecologia - para saber o que há a dizer aos jovens ecólogos portugueses que estão a pensar candidatar-se em 2018. Na fotografia, Ricardo Rocha com morcego da espécie Phyllostumus hastatus (autoria de Oriol Massana).

 

SPECO: O que o levou a concorrer ao prémio?

RC: Foram muitas as razões que me levaram a concorrer ao prémio Amadeu Dias. As principais talvez tenham sido o desejo de ver o trabalho reconhecido e a possibilidade de poder partilhar esta distinção com os meus orientadores e colegas de projeto. Mas, além disto, achei que o prémio era importante por uma outra razão: foram muito poucos os cientistas portugueses negros com quem me cruzei enquanto estudava. Vi este prémio como uma oportunidade para mostrar que a ciência em Portugal pode ser mais diversa. Muito se fala na importância da diversidade de género, e no quão importante é ter cientistas do sexo feminino que sirvam de inspiração a jovens investigadoras. A meu ver, o mesmo se aplica às comunidades afro-europeias, onde eu me insiro, e aos outros grupos menos representados na nossa sociedade. O prémio pareceu-me uma excelente oportunidade de servir de inspiração a outros que se autoidentificam como pertencentes a grupos étnicos e raciais pouco representadas na comunidade científica portuguesa.

 

SPECO: Qual foi o impacto que o prémio teve para a sua carreira científica?

RC: O prémio foi atribuído há apenas um ano, pelo que imagino que eventuais consequências do mesmo sejam sentidas mais a jusante. No entanto, no imediato usei o dinheiro do prémio para participar no congresso anual da Association for Tropical Biology and Conservation, que irá decorrer em Julho na ilha do Bornéu. Aí irei apresentar o meu trabalho de doutoramento e, juntamente com o meu colega Adrià Lopez-Baucells, irei organizar um simpósio sobre ecologia e conservação de morcegos tropicais.

 

SPECO: O que recomendaria a todos os que possam estar na dúvida de concorrerem?

RC: Que não pensem duas vezes. Estes prémios são super importantes para a carreira de jovens investigadores. Agora estou a trabalhar no Reino Unido onde existem vários prémios para estudantes de doutoramento. Infelizmente em Portugal as oportunidades são mais escassas, o que nos deixa numa posição de desvantagem quando estamos a competir por posições e bolsas no contexto internacional. Tanto pelo prémio monetário como pelo prestígio, o prémio Amadeu Dias é uma enorme mais valia para o CV de qualquer jovem cientista e, como tal, aconselho que todos aqueles que se considerem elegíveis se candidatem. Com isso valorizam não só o seu trabalho, mas também a ciência feita em Portugal.

Ecology Day 2018

logo ecology day 30 05 2017

 

Missão

O Ecology Day pretende dar maior visibilidade à Ecologia feita em Portugal, aos trabalhos e caminhos que esta ciência holística aponta, rumo à construção de um desenvolvimento humano mais sustentável.

 

Data

14 de Setembro de 2018 ou pelo menos entre 13 e 16 de Setembro de 2018.

 

Actividades possíveis

Visitas guiadas, seminários, palestras, workshops de trabalho, filmes temáticos e comentados.

  1. Promovendo eventos na vossa instituição;
  2. Promovendo eventos noutras instituições ou em colaboração com outras instituições;
  3. Apoiando a divulgação ou patrocinando atividades.

 

Público-alvo

Sociedade, empresas, cientistas, grupos escolares, famílias…

 

Divulgação 

A SPECO divulgará as actividades através do seu site, mapeando-as e organizando-as, difundindo-as através dos seus emails de contacto e redes sociais, Facebook e Twitter. Qualquer divulgação terá de contemplar o logo da SPECO e do EcologyDay já aceite a nível europeu.

 

Alto patrocínio

Em 2018, a SPECO conta novamente com o alto patrocínio da Comissão Nacional da UNESCO ao Ecology Day.

 

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 Consulte aqui o artigo publicado por Maria Amélia Martins-Loução - Presidente da SPECO - na revista Web Ecology: