Iniciativas

Portugal e Espanha lançam parceria ibérica para relançar a ecologia

Lançada esta quinta-feira durante o 16.º Encontro Nacional de Ecologia, na reitoria da Universidade de Lisboa, a Sociedade Ibérica de Ecologia tem um objectivo muito claro: estreitar as ligações científica entre Portugal e Espanha, bem como “constituir uma plataforma de diálogo entre investigadores e relançar a ecologia como ciência”.

 

Leia o artigo completo: Green Savers

Como a ecologia não tem fronteiras, criou-se uma sociedade ibérica para ela

Portugal e Espanha unem-se pela ecologia, para reforçar o papel dos ecólogos na sociedade.

As alterações climáticas ou a crescente urbanização são temas que não têm fronteiras. E foi a pensar nisso que a Sociedade Portuguesa de Ecologia (SPECO), a Associação Espanhola de Ecologia Terrestre e a Associação Ibérica de Limnologia criaram a Sociedade Ibérica de Ecologia, lançada esta quinta-feira durante o 16.º Encontro Nacional de Ecologia, na reitoria da Universidade de Lisboa.

 

 Leia o artigo completo: Público

Prémio de Doutoramento em Ecologia - Fundação Amadeu Dias Vencedores da Edição 2017

Já são conhecidos os vencedores da primeira edição do Prémio de Doutoramento em Ecologia – Fundação Amadeu Dias, organizado pela SPECO – Sociedade Portuguesa de Ecologia. Os três primeiros classificados irão apresentar o seu trabalho no 16º Encontro Nacional de Ecologia, que terá lugar a 9 e 10 de novembro na Reitoria da Universidade de Lisboa.

Ricardo RochaAlice Nunes, investigadores no cE3c (Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Climáticas) da Universidade de Lisboa, e Elsa Teresa Rodrigues investigadora no CFE (Centro de Ecologia Funcional), da Universidade de Coimbra foram seleccionados como primeiro, segundo e terceiros classificados, respectivamente, pelo júri convidado a avaliar as candidaturas ao Prémio de Doutoramento em Ecologia - Fundação Amadeu Dias.

Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade: Parecer da SPECO

A proposta de revisão da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ENCNB - 2025) constitui uma ferramenta estratégica do Ministério do Ambiente, fortemente ancorada nos compromissos globais assumidos em 2010 por Portugal para com a Convenção sobre a Diversidade Biológica 2011-2020 e pretende contribuir para a concretização das metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

A Sociedade Portuguesa de Ecologia (SPECO) congratula-se pelo enquadramento do documento e a sua ampla divulgação o que denota preocupação em finalizar um plano estratégico que pretende ser instrumental para o desenvolvimento de acções que melhorem o nosso ambiente futuro. Congratula-se ainda pela forma como foram diagnosticadas e identificadas as falhas e omissões do conhecimento científico e que devem ser consideradas ao elaborar um programa objectivo que dê corpo à ENCNB proposta pelo Governo. Merece destaque o interesse pelo princípio da participação e da partilha da informação entre instituições e cidadãos, assim como pela melhoria do estado de conhecimento científico para a adopção de planos de gestão mais adaptados às diferentes realidades. Por último, há ainda a referir o facto de esta estratégia, sendo de conservação da natureza, incluir, e bem, os geossítios nacionais que devem ser preservados e valorizados. 

Sendo a SPECO uma sociedade científica de ecólogos, a análise crítica a este documento baseou-se no conhecimento científico e técnico adquirido ao longo dos anos, que lhe confere competência para avaliar a grande maioria das ações previstas.

Esta estratégia está assente em três eixos, com objectivos concretos: melhorar (Eixo 1), reconhecer (Eixo 2) e valorizar (Eixo 3) o património natural. Transversal a estes três seria importante existir um outro - Proteger - para evitar atropelos e atentados por parte dos municípios e promover normas ajustadas a PDMs. A fiscalização com base na protecção seria fundamental e obrigatória. Por outro lado, em todo o documento não há referência a questões ambientais transfronteiriças (apenas as ligadas às áreas protegidas comuns). É parco. Temas como os rios, mobilidade de espécies, poluição, radioactividade, deveriam ser abordados como estratégia futura de negociação séria e firme com as entidades espanholas. Seria interessante que esta ENCNB mostrasse abertura para regulamentar e negociar este tipo de situações, já que a Natureza não possui fronteiras. 

 

Leia o parecer da SPECO na íntegra:  Parecer ENCNB 2025

Ecology Day: 14 de Setembro 2017

O Ecology Day foi lançado, em 2016, pela Federação Europeia de Ecologia para realçar a importância da Ecologia, como ciência em evolução, capaz de desafiar a sociedade e a cidadania. A data escolhida, 14 de Setembro, corresponde ao dia em que Ernst Haeckel definiu, pela primeira vez, Ecologia.

Em 2017, a SPECO (Sociedade Portuguesa de Ecologia) lançou o desafio a todos os sócios para celebrar este dia com actividades várias que pudessem mostrar à sociedade o papel relevante que os investigadores da SPECO realizam em prol da Ecologia em Portugal. A proposta contou de imediato com o apoio da Comissão Nacional da UNESCO. Foram várias as iniciativas oferecidas de norte a sul do país, entre os dias 9 a 22 de Setembro, por diferentes centros de investigação: Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c), da Universidade de Lisboa, Centro de Ecologia Funcional (CFE), da Universidade de Coimbra, Centro de Estudos Ambientais e Marinhos (CESAM), da Universidade de Aveiro, Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), nos pólos da Universidade de Lisboa e da Universidade de Coimbra. Esta iniciativa envolveu cerca de 30 investigadores e mais de 200 participantes, incluindo público em geral, famílias, estudantes do ensino superior e cientistas.

O continuum Ecologia-Economia

O desenvolvimento com base nos serviços ecológicos ainda é uma prioridade menor para as políticas do imediato.

Nos dois últimos anos, Portugal perdeu 13% de área florestal, quase o dobro do que tinha perdido em 25 anos (7%). Ao arrepio do que se verifica nos países europeus da bacia do Mediterrâneo, onde a florestação tem vindo a aumentar entre 18 a 33%, Portugal assiste a uma percentagem semelhante, mas a diminuir. Este desastre ambiental, resultado da incompetência sucessiva de políticas falhadas, arrasta perdas económicas e ecológicas imensuráveis. De entre as hierarquias de prioridades políticas, as estratégias da reforma florestal e da conservação da natureza não possuem peso eleitoral ou valor intrínseco na consciência das sociedades para obrigar os políticos a valorizar um território cada vez mais votado ao abandono. É o eterno dilema da economia versus ecologia: os economistas dão poder, os ecologistas trazem reivindicações. Mas ao contrário destes, que se associaram a movimentos políticos, os ecólogos são cientistas que olham e vêm os problemas como um todo, de forma holística.

 

Leia o artigo completo: https://www.publico.pt/2017/09/22/ecosfera/opiniao/o-continuum-ecologiaeconomia-1786203