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Uma rara oportunidade para reduzir a poluição luminosa


Portugal é um dos países da Europa com maiores índices de poluição luminosa: maior emissão de luz por habitante e por PIB. A opinão de Maria Amélia Martins-Loução, presidente da SPECO, e de Raul Cerveira Lima no Azul do Jornal Público.


Há mais de duas décadas que os impactos da luz artificial nos ecossistemas e na saúde das populações começaram a tornar-se evidentes. Perante os impactos na fauna, flora, saúde e no céu nocturno, sustentados por investigação científica, vários foram os países, regiões ou comunidades autónomas que adoptaram legislação própria para limitar a emissão de luz artificial à noite. É o caso de França, Itália, Eslovénia, República Checa, Espanha, entre muitos outros.”


“Em Portugal, há anos que alertamos para a necessidade de maior sensibilidade política e social (por exemplo, Carta Aberta: Reduzir a poluição luminosa em Portugal. Recentemente, a aprovação do artigo 150.º-W “Combate à poluição luminosa" no Orçamento do Estado de 2023, que inclui a decisão de criação de uma comissão multidisciplinar para o estudo da poluição luminosa no país, o estabelecimento de limites de emissão de luz e a posterior criação de regulamentação para a luz artificial e publicidade luminosa, afigura-se como um passo significativo.


Leia o artigo completo aqui.



No entanto, apesar de tudo, há em Portugal quem seja mais consciente desta poluição e do seu impacto.


A ilha do Corvo, Açores, apagou as luzes para proteger uma espécie de ave marinha, o cagarro, Calonectris borealis. O arquipélago dos Açores alberga cerca de 75% da população mundial desta espécie. Trata-se de uma ave marinha migradora, que nidifica em ilhas do Norte Atlântico. Os casais de cagarros chegam às ilhas açorianas entre Fevereiro e Março, colocando um único ovo, que eclode em Julho. O casal de progenitores vai alimentar a sua cria até Outubro, altura em que iniciam a sua migração para o Atlântico Sul. Os juvenis das colónias ficam então sozinhos nas suas tocas, e eventualmente, cerca de duas semanas depois, ao abandonar o ninho, têm tendência a ser atraídos pela luz, desorientando-se nas vilas e cidades, muitas vezes com consequências desastrosas.”

Assim, a ilha do Corvo “está a ser alvo de um estudo que consiste num apagão da iluminação pública dia sim, dia não, para avaliar “se a poluição luminosa afecta as visitas dos cagarros aos ninhos, no período em que alimentam as crias”, explicou à agência Lusa Tânia Pipa, da SPEA.”


Este apagão tem como objectivo “proteger as aves marinhas, o grupo de aves mais ameaçado do mundo, sensibilizar para a problemática da poluição luminosa, aumentar o conhecimento desta ameaça e contribuir para a minimizar na população nidificante da mais emblemática ave marinha da Macaronésia.”


Leia o artigo completo aqui.

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