Planeta azul ou prateado? - Dia da Terra 2021

Planeta azul ou prateado? - Dia da Terra 2021

Planeta azul ou prateado?

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Em 2021 a celebração do Dia da Terra foca-se em como podemos restaurar o nosso planeta. Tema que se alinha perfeitamente com a nomeação das Nações Unidas da década de 2021-2030, como a “Década para a Recuperação dos Ecossistemas” e com o esforço da União Europeia em colocar o Restauro Ecológico como prioritário na Estratégia de Biodiversidade para 2030 e no Pacto Ecológico Europeu.

As alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a emergência de pandemias exigem que não nos fiquemos pela mitigação. É urgente olhar para os processos naturais dentro dos ecossistemas,  tirar partido da tecnologia para desenvolver soluções baseadas na natureza e produzir ideias inovadoras para recuperar os ecossistemas degradados.

Infelizmente cada vez mais assistimos a uma incompatibilidade entre o crescimento económico contínuo e infinito e a protecção dos recursos naturais finitos. O texto do Dia da Terra de 2021 – Planeta azul ou Prateado? –  da autoria de Maria Amélia Martins-Loução, que há dez anos escreve para o Público nesta data, demonstra a ideia de que o foco na competitividade económica não contempla “ecologia, biodiversidade, áreas protegidas ou mesmo património natural”, como se pode verificar no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português e na “insistência em investir numa estrutura aeroportuária numa área protegida”.

Notícia completa do Público "Planeta Azul ou Prateado"

Planeta azul ou prateado publicado no Jornal Público em: https://www.publico.pt/1959422

 

 

Apesar dos baixos apoios, a ciência e a investigação são essenciais para a resolução da problemática ambiental. Focamos hoje no restauro de áreas degradadas. Actualmente, 75% da superfície terrestre assiste à degradação dos seus ecossistemas e apenas 2% a 3% da área terrestre está ecologicamente intacta. Já é claro para todos (ou devia) que crise climática e perda de biodiversidade não podem ser dissociadas, ambas estão conectadas. E, se a maioria dos países está colectivamente focado em mitigar as alterações climáticas, não pode pensar na neutralidade carbónica sem focar a recuperação ecológica dos ecossistemas.
No nosso país, a Rede Portuguesa de Restauro (ResECO) foi criada com o intuito de dinamizar uma estratégia de valorização do restauro ecológico em Portugal e transferir conhecimento a decisores políticos através da criação de um comité científico diversificado, que conta actualmente com mais de 200 membros.
Dentro das actividades de promoção de conhecimento à sociedade a ResECO associa-se a eventos de sensibilização das temáticas relacionadas com o Restauro Ecológico.
Hoje promove a participação do Instituto Superior de Agronomia no evento “Estudantes no Caminho para um Futuro Sustentável” numa organização conjunta com 10 Universidades de 8 países de África, América Latina e Europa. Esta iniciativa tem a intenção de alertar a sociedade sobre os desafios ambientais, suscitar consciência e reflexão e envolver os estudantes de forma activa junto na defesa de um futuro sustentável.
Assista ao vídeo “Aliens entre nós”, hoje às 17h00, que aborda a temática das espécies invasoras e que foi desenvolvido por estudantes portugueses, do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa.

Textos introdutório de Inês Reis dos Santos e revisão Maria Amélia Martins-Loução.